No Hospital Universitário Doctor Peset, um grande hospital de referência em Valência, Espanha, a apresentação de um protocolo de rastreio da sépsis com recurso à procalcitonina (PCT) como parâmetro-padrão reduziu a mortalidade e os internamentos na UCI.
Só na Unidade de Medicina Interna, os gastos em antibióticos baixaram 30 %.
“A facilidade de utilização do analisador AQT90 FLEX da Radiometer libertou recursos do departamento para outras tarefas. O analisador requer menos espaço, menos consumíveis e muito menos manutenção, comparativamente com outros sistemas de medição de procalcitonina.
Além disso, o dispositivo tem procedimentos de controlo de qualidade incorporados que detetam erros imediatos durante cada medição e uma verificação de sistema para monitorizar regularmente o estado do sistema. Isto assegura que o analisador funciona com precisão”, afirma a Dra. Nuria Estañ Capell, Diretora do Departamento de Análises Clínicas.
Tempo de resposta otimizado, graças à automatização
O laboratório clínico no Hospital Universitário Doctor Peset, em Valência, é um dos laboratórios mais inovadores em Espanha.
Graças à Diretora do Departamento de Análises Clínicas, a Dra. Nuria Estañ Capell, foram incorporados processos pré-analíticos, analíticos e pós-analíticos numa cadeia automatizada, melhorando significativamente o tempo de resposta.
A automatização também levou a uma redução das tarefas de stock e inventário de rotina, libertando os recursos para outras tarefas.
O ensaio de PCT com o AQT90 FLEX
O analisador AQT90 FLEX teve um papel importante na reorganização do laboratório. Com o analisador AQT90 FLEX, as amostras de sangue não precisam de ser manuseadas após a colheita.
Os processos anteriores poderiam levar, por vezes, a erros pré-analíticos, com consequências graves para o paciente e/ou constituir um risco para a saúde do operador, devido ao risco biológico associado ao manuseamento de amostras de sangue.
O analisador pode medir a procalcitonina em 21 minutos, o que o torna uma ferramenta eficaz na deteção precoce de sépsis e do choque séptico.
“Participámos num estudo europeu que comparou o analisador AQT90 FLEX com o B·R·A·H·M·S® KRYPTOR®, que é considerado o analisador de referência, e o sistema que usávamos anteriormente” afirma a Dra. Estañ.
Embora os dois métodos sejam comparáveis em termos de fiabilidade, tempo de espera e custo, a solução Radiometer foi a escolhida pelo departamento da Dra. Estañ.
“É mais simples, ocupa menos espaço, utiliza poucos consumíveis e requer pouca manutenção. Além disso, o dispositivo tem procedimentos de controlo de qualidade incorporados que detetam erros imediatos durante cada medição e uma verificação de sistema que monitoriza regularmente o estado do sistema. Isto assegura que o analisador funciona com precisão.”
A Diretora do departamento reconhece que qualquer membro do pessoal do laboratório pode utilizar facilmente o analisador AQT90 FLEX consultando o guia disponível na Intranet do hospital.
Um fator de decisão adicional na seleção da Radiometer foi a fiabilidade do apoio técnico local. Isto significa que as interrupções podem ser resolvidas rapidamente, evitando assim longos períodos de paragem quando o analisador não está operacional. Este fator é extremamente importante para um hospital como o Doctor Peset, onde foi implementado o “Código Sépsis,” um protocolo de rastreio para a sépsis.
O protocolo de rastreio para a sépsis
O protocolo foi acordado entre vários departamentos em 2012 para o tratamento precoce da sépsis e inclui, entre outros parâmetros, a PCT como um teste de rastreio-padrão.
O Hospital Universitário Doctor Peset foi o segundo em Espanha a implementar este sistema, que é monitorizado pelo Hospital Son Llàtzer, de Palma de Maiorca, pioneiro na sua utilização.
“Começou no serviço de Urgência e acabou por se estender a todo o hospital. No nosso caso, temos um enfermeiro a coordenar o programa”, explica a Dra. Estañ.
Resultados com a implementação do “Código Sépsis”
Esta prática teve resultados significativos para o Hospital Doctor Peset. Durante o primeiro ano após o Código Sépsis ter sido implementado, a mortalidade e os internamentos na UCI devido a sépsis diminuíram, assim como a administração de antibióticos desnecessários, evitando o desenvolvimento de bactérias multirresistentes e de infeções adquiridas no hospital.
“No Hospital Universitário Doctor Peset, temos três hospitalizações diárias devido a sépsis, isto é, cerca de 1000 pacientes por ano, e a taxa de mortalidade em 2012 foi de 24 %, abaixo da média nacional de 33 %. Após a implementação do Código Sépsis, conseguimos reduzir a taxa de mortalidade para 17 %, em 2016.
Obviamente, a nova abordagem teve também um efeito nos custos do hospital. “Só na Unidade de Medicina Interna, os gastos em antibióticos baixaram 30 %”, afirma a Dra. Estañ.
Casos relacionados
Combater a sépsis no ponto de cuidado com o teste de PCT.
Nota relativa às marcas comerciais
B·R·A·H·M·S PCT® e B·R·A·H·M·S® são marcas registadas da B·R·A·H·M·S GmbH; KRYPTOR® é uma marca registada da Cisbio Bioassays; todas as outras marcas comerciais pertencem aos respetivos proprietários.